segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Dos dois aos três anos

Alimentação
Sempre foi difícil dar comida para o Du, ele não sentia fome, vomitava, tossia, não conseguia engolir a comida. Até hoje, de vez em quando, ele faz isso.Precisa alguém segurar ele para que eu pudesse dar a comida e depois tinha que tampar o nariz para ele engolir, por que o Du ficava com a comida na boca.
Para conseguir que o Du chegasse aos sete kilos aos dois anos para a cirurgia cardíaca foi complicado, por que ele tinha anemia. E se tomasse remédio à base de ferro, vomitava, dava diarreia. Tinha que fazer suco de beterraba, cenoura e laranja todos os dias, sopinha tinha que ser pastosa.
Sono
O Du sempre teve dificuldade para dormir, duas horas de sono eram suficientes para ele. Aqui está uma mãe que tem um único desejo: dormir tranquilamente. Faz anos que não sei o que é isso.
Aos Dois anos
O Du conseguiu engordar sete kilos e foi recomendado cirurgia. Primeiro precisou fazer cateterismo de balão. Colocariam o cateter com um balão na ponta e insuflariam no buraco do coração para saber se ele agüentaria a cirurgia. Existia o risco de meu filho morrer nesse exame. Se não operasse também corria risco de vida por que se pegasse uma gripe forte o coração não resistiria. Eu estava muito angustiada, ansiosa e naquele dilema: Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, ou seja, sem saída.
Graças a Deus deu tudo certo e a cirurgia cardíaca foi marcada.Foram 11 dias de espera até que foi feita a cirurgia. Quando o Du saiu o anestesista disse que o buraco era grande, mas que foi um sucesso a cirurgia.
Foi para a UTI e quando fui visitá-lo, a enfermeira disse que o Du deu um grande susto na equipe médica por que ele acordou, e tentou arrancar o cateter, e pular da maca, e como ele era pequeno não achavam que precisava ser amarrado.
Depois da cirurgia Eduardo ficou um furacão, sempre foi um bebê ativo, não parava, aprendeu a engatinhar de ré, subia no sofá, descia, e era rápido para se locomover. Agora tinha bastante energia, não se cansava, não conseguia ficar sentado na cadeira, era uma luta para dar comida.
O que ele mais gostava era ficar pendurado de cabeça para baixo e ainda ficava balançando e conseguia controlar o corpo, subia, descia escada deslizava pelo corrimão, pulava do berço era muito ágil.
Quando levei no neurologista, o Edu fez ECG e o resultado deu alterado e descobri que ele tinha Hiperatividade. Por isso que tem dificuldade para dormir, ficar quieto, um brinquedo durava dois segundos nas mãos dele, por que tirava as rodas e jogava fora. Como eu sei que eram dois segundos?  Eu um dia marquei no relógio para saber o tempo de concentração dele.
Com três anos Eduardo começou a tomar medicamento para controlar a agitação, e também para evitar crise convulsiva.