segunda-feira, 11 de julho de 2011

Desabafo e indignação - parte II

Aqui alguns trechos do relatório.


Pessoal, o menino estava lá e porque minha mãe iria inventar que ela teve citomegalovírus? 
Temos todos os diagnósticos do médico. Absurdo !!


Reage a estímulos sonoros. Claro que ele reage, pois sente a vibração, desde pequeno ele colocava a mão nas nossas gargantas para sentir quando falávamos. Agora, dizer que direciona a cabeça para o som emitido é muito. Bom, não sei quando eles viram isso, mas em 26 anos eu nunca vi.


Atento e concentrado por 40 minutos??? Primeiramente, não ficaram por volta de 40 minutos, no máximo 10 minutos. Ele é deficiente mental severo, não entende nada, não tem compreensão do que é o objeto, se é uma bola ou uma roda. 
Claro que ele ficou quieto pois estava no meio de gente desconhecida, tocando nele, agora, se a mãe da criança diz que ele é hiperativo, convive com ele 24 horas por dia, como uma escola que ficou com ele por "volta de 40 minutos" pode dizer que ele não é? No relatório dá-se a entender que somos mentirosas.


Será que ele vai preparar a própria comida? Tomar banho sozinho? Limpar a casa? Que maravilha hein!!


Bom, acredito que já que a genitora denota condição emocional desequilibrada, ela não pode cuidar do Eduardo. A escola fica com ele 24 horas por dia?

Agora eu pergunto, como uma profissional pode dizer isso de uma pessoa? Isso é muito anti-ético, desmentindo, acusando...Que tipo de relatório é esse minha gente?
Se essa pessoa trata uma mãe que procura ajuda desse jeito, como deve tratar os deficientes que frequentam a sua escola?






escrito por Daniela Tamy